Remodelado
e esbanjando charme, o novo Mercado Público João Melo já pode ser considerado
um cartão postal de Cruzeiro do Sul, destacando-se no mesmo rol de importância do Aeroporto Internacional. Ali são encontrados os principais produtos da
fronteira brasileira com o Peru.
Feliz
é a Nação cujo Deus é o Senhor – está escrito na cobertura do
caminhãozinho pau-de-arara intitulado O
verdinho da BR-364
Esse sistema
de transporte muito comum no nordeste brasileiro nos anos 1950 a 1960 sobrevive
em cidades do Estado do Acre. É utilizado, sob sol e chuva, por famílias de
seringueiros, pequenos agricultores e castanheiros lá das bandas fronteiriças
ao Peru.
Feliz com a sua luta em defesa da cultura mandioqueira no País,
o pesquisador da Embrapa Joselito Mota, que já esteve no Acre, participou da 1ª
Festa da Tapioca do Piau, comunidade rural a 12 km de Graça Aranha, no interior
do Maranhão. De lá, onde foi fotografado ao lado da Miss Tapioca, Darliane
Cardoso, ele transmite boas notícias. Em Piau estão instaladas 28 unidades de
produção de polvilho.
Na margem brasileira do rio Abunã (do
outro lado fica o Departamento de Pando, na Bolívia), o castanheiro faz uma
pausa para descansar até descarregar da canoa o produto transportado desde a
floresta acreana, em Plácido de Castro. A cerca de cem quilômetros de Rio
Branco, essa atividade centenária resiste ao tempo do moderno agronegócio.
Você já deve
ter visto meninos e meninas da Tailândia, de Madri, de Paris, de Atenas, do
Crato, de Jaboatão dos Guararapes, de Salvador, das ruas e dos morros do Rio de
Janeiro. Viu também os de Heliópolis, São Miguel Paulista e até alguns da Amazônia.
E os de Rodrigues Alves?