| Paz nas farinheiras |
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O Cristo Redentor está presente nas praças de pequenas cidades do interior paulista pelas quais passou o deputado Fernando Melo (PT-AC) no final da semana, durante excursão a lavouras e à indústria de beneficiamento de mandioca.
Fernando Melo, na entrada da Indústria Ourominas em São Pedro do Turvo (SP) /M.CRUZ
SÃO PEDRO DO TURVO e PALMITAL, SP – Com 6,7 mil habitantes, fundada em 1889, São Pedro do Turvo tem muitas lavouras de mandioca e uma indústria que fabrica polvilhos doce e azedo, fécula de mandioca e álcool de cereais. Da Ourominas saem diariamente 25 toneladas de polvilho e 15 mil litros de álcool neutro de cereais – mandioca, milho e arroz –, que abastecem os mercados dos estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais. "Vamos chegar a 20 mil litros brevemente", prevê José Carlos de Freitas, um dos diretores. Fernando Melo, membro titular da Comissão de Agricultura da Câmara, e os extensionistas agrícolas Joaquim Moisés e Enos Marcos Vale, ambos da Secretaria de Agricultura e Produção de Sena Madureira (AC), foram recebidos sexta-feira e sábado por industriais e técnicos do setor
Observado por Enos Vale e pelo deputado, Vitório Fadel mostra o briquete que faz funcionar a caldeira /M.CRUZ
Lenha move caldeira O funcionamento das indústrias e a safra da mandioca no interior paulista motivaram a comitiva a aprofundar estudos visando à construção de uma futura usina de fécula e álcool no Acre. Tanto a Ourominas quanto a Halotek Fadel, de Palmital, possuem geradores de energia elétrica de reserva para prevenir quedas no sistema de energia. O deputado e sua comitiva presenciaram a paralisação das máquinas da Halotek durante alguns minutos na tarde de sexta-feira, por causa de um apagão de cinco minutos no sistema estadual de energia. Os geradores de reserva funcionam com a indispensável lenha de eucalipto ( A Halotek fabrica amido industrial e só pára suas máquinas das 6 às 9h, quando o consumo, não subsidiado, é mais caro. Começou as atividades há 30 anos em Palmital, cidade de 20 mil habitantes nascida em 1885. "Era uma farinheira simples que aproveitava toda a mandioca roxinha da região", lembra o gerente industrial, agrônomo Vitório Fadel Neto, da quarta geração dos Fadel, que chegaram ao Brasil para trabalhar na lavoura cafeeira. A roxinha foi substituída pelas poderosas cultivares IAC, sigla do Instituto Agronômico de Campinas.
Comitiva conhece na Ourominas o sistema de secagem do polvilho ao sol /M.CRUZ
►7 mil alqueires é o total da área de mandioca (predominância da variedade IAC tardia e precoce) cultivada pelos fornecedores da empresa, em Palmital e em municípios vizinhos. ► 24 centavos é a cotação do grama da mandioca com 1,5% de terra. O custo da lavoura fica em torno de R$ 5 mil para a mandioca de ► ► R$1,70 é o preço do quilo do polvilho vendido pela Ourominas. Ela vende também a granel, para as panificadoras, em fardos de ► R$ 2,20 é o preço do litro de álcool de cereais, vendido em carretas fechadas pela Ourominas para indústrias de perfumaria, cosméticos e de bebidas em geral.
Gado confinado dos irmãos Freitas se alimenta com a vinhança da mandioca, do arroz e do milho /M.CRUZ
► R$ 30 é o custo da tonelada do bagaço de cana-de-açúcar adquirido pela Ourominas na Usina São Luís, em Ourinhos, para mover seu principal gerador. Leia também: |
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