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Qualidade e controle exigem todo rigor das casas de farinha no Acre (III–final) PDF Imprimir e-mail

Cada unidade deve ter um plano de colheita, transporte, armazenamento, processamento e distribuição

 

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Boas práticas e qualidade agora são meta para todos que trabalham com mandioca /K.S.

JOANA MARIA LEITE DE SOUZA (*) e
FELÍCIA MARIA NOGUEIRA LEITE (*)
 

RIO BRANCO – Boas Práticas de Fabricação (BPF) visam definir requisitos essenciais de higiene na elaboração de alimentos industrializados para o consumo humano. É o caso da farinha de mandioca.

A Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) e das BPFs pode incluir mudanças nos métodos de produção, projeto das casas de farinha, uso de equipamentos e instalações e, principalmente, no comportamento e hábitos das pessoas envolvidas na produção e distribuição da farinha, bem como no sistema de gestão.

Esse sistema passa a utilizar rotinas de inspeção e registros de controle documentados. Além do sistema BPF, a inspeção sanitária nas casas de farinha deveria basear-se em uma ferramenta capaz de avaliar a eficácia e efetividade dos processos, meios e instalações, assim como dos controles utilizados na produção, armazenamento, transporte, distribuição, comercialização, até chegar ao consumidor do produto, por meio do APPCC, de forma a garantir sua inocuidade.  

Sistema é obrigatório 

Desde 1993, com a publicação da Portaria 1.428, o funcionamento do sistema APPCC tornou-se obrigatório para toda a cadeia produtiva do setor alimentar, incluindo-se as casas de farinha.

Como toda mudança causa conflito, as casas de farinha devem estar preparadas para enfrentar focos de resistência. Portanto, é importante o apoio em todos os níveis, desde o proprietário da unidade fabril até o gerente de cooperativas, caso contrário, o processo de implantação do sistema de APPCC, bem como as vantagens que o uso dessa ferramenta de gestão proporciona, correrá o risco de não obter o êxito desejado. 

O caráter preventivo do sistema de APPCC, ou seja, a busca pela eliminação do perigo ou a sua redução a limites toleráveis, lhe confere atributos para ser reconhecido internacionalmente como um modelo de sistema de gestão que, entre outras vantagens contribui para reduzir custos de produção e aumentar os lucros, uma vez que reduz perdas com matéria-prima, embalagem e produto; satisfazer o consumidor; aumentar a credibilidade da farinha e reduzir o número de reclamações e penalidades impostas pelos órgãos reguladores diante da existência de irregularidades; e aumentar a competitividade da casa de farinha que adotar o sistema, preparando-a para conquistar novos mercados regionais e nacionais.  
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Farinheiros da floresta /M.CRUZ

Seguro para o consumo 

O sistema de gestão APPCC está baseado em sete princípios fundamentadores que constituem o conjunto mínimo de atividades ou ações a serem adotadas para que um alimento, grupo ou linha de produtos possa ser considerado seguro para o consumo.

No caso da farinha de mandioca são: conduzir análise de perigos; determinar os Pontos Críticos de Controle (PCCs); estabelecer o(s) limite(s) crítico(s) para cada PCC; estabelecer sistema de  monitoramento para cada PCC; estabelecer ações corretivas;  estabelecer procedimento de verificação; e estabelecer documentação e manutenção de registros.  

Esses princípios obedecem a uma seqüência lógica de execução. Assim como o sistema APPCC deve ser aplicado a cada segmento da cadeia produtiva da farinha de mandioca, o mesmo deve acontecer com o Plano APPCC, ou seja, deve ser elaborado um plano para cada segmento do processo produtivo (colheita, transporte, armazenamento, processamento e distribuição) e para cada casa de farinha.

*Pesquisadora da Embrapa-AC, engenheira agrônoma, mestre em Ciência e Tecnologia de Alimentos

* Engenheira Agrônoma, mestre em Tecnologia de Alimentos.


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