| Médicos da visão estão distantes da Amazônia |
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BRASÍLIA – A cada ano
entram no mercado de trabalho brasileiro cerca de 480 novos médicos
oftalmologistas. É o maior número de novos especialistas no mundo. Mesmo assim,
os estados da região amazônica convivem com as principais doenças de visão e
não têm médicos suficientes para socorrer a sua população.
No extremo-norte brasileiro, o Amapá possui apenas seis oftalmologistas, ou seja, um para 117.462 pessoas, conforme o relatório “As condições de Saúde Ocular no Brasil”, editado em 2009 pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia.
Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro
Mais da metade de todos os oftalmologistas da América do Sul
estão no Brasil. Eles dão preferência para as capitais e grandes cidades, a
exemplo dos profissionais de outras especialidades. Rio, Brasília e São Paulo
(3.793, um por 10,5 mil pessoas) concentram 40,75% dos oftalmologistas
brasileiros, numa área onde estão 31,36% da população nacional, de 183,9
milhões de habitantes, segundo o IBGE.
País tem
três milhões de deficientes visuais
BRASÍLIA –
As três maiores causas de cegueira no mundo e no Brasil são doenças que
acometem, sobretudo, idosos: catarata (escurecimento do cristalino), glaucoma e
degeneração macular relacionada à idade.
Um resumo da situação amazônica: em 2005 o pico de cirurgias
alcançou 331,4 mil. O Pará fez 108,8; o Amazonas, 33 mil; Rondônia, 6 mil;
Roraima, 3,7 mil. e Acre, 2,1 mil.
Para o glaucoma há necessidade de se aumentar a oferta de
consultas e tratamento, incluindo colírios hipotensores e cirurgias nos centros
de especialidade do SUS.
A educação em saúde ocular deve fazer parte de programas de
família para que pessoas com maior risco, mais de 50 anos e familiares com
glaucoma ou cegos pela doença tenham oportunidade de avaliação oftalmológica e
tratamento.
A prevalência de cegueira no País é estimada em 0,5% da
população, cerca de 900 mil pessoas. Outras três milhões de pessoas devem estar
na situação de deficiente visual. Com número de cirurgias adequado o Brasil
deve chegar ao ano de 2020 com cerca de 400 mil cegos, se o número de cirurgias
ficar abaixo de dois mil por milhão de habitantes ao ano. (M.C.)
Próxima
matéria:
CIRURGIAS GRATUITAS NA BOLÍVIA ATRAEM ACREANOS E RONDONIENSES
(2 – final)
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