| Desocupação da fronteira no Pando é só incerteza |
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Censo revela que 95% das famílias brasileiras na fronteira querem ir embora para o Estado do Acre.
Incra ainda não planejou como reassentá-los no Acre /BLOG DA AMAZÔNIA
BRASÍLIA – Em fase de conclusão, o censo feito pela Organização Internacional de Migrações (OIM) revela que 95% dos brasileiros situados na faixa de 50 quilômetros de fronteira do Departamento de Pando (Amazônia Boliviana) deixarão a região por força de dispositivo constitucional. Apenas 5% querem ficar e, para que isso ocorra, deverão optar por projetos de agrovilas.
Tidas
como fator positivo para o remanejamento dos brasileiros, a reeleição do
presidente Evo Morales e a aparente tranqüilidade transmitida pelas autoridades
daquele país não desfazem o clima de apreensão ainda reinante entre os
agricultores e extrativistas, que em sua maioria estão estabelecidos há três
décadas no Pando. Algumas famílias foram para lá há meio século. Possuem
pequenas e médias propriedades e terão perdas econômicas consideráveis.
Nem
o governo estadual do Acre, nem a Superintendência Estadual do Instituto
Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) apresentaram até agora algum
pré-projeto para receber de volta os brasileiros. O Incra depende de Brasília e
Brasília aguarda o resultado do censo, que será oficialmente anunciado pelo
Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty).
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Na próxima semana vou me reunir com dirigentes do Incra em Brasília, para saber
que medidas a autarquia vai tomar para que esse retorno se dê sem traumas e com
a melhor receptividade do povo acreano aos irmãos que foram para a Bolívia ajudar
a construir o País, com a sua força no campo e na floresta – disse Fernando Melo.
Araoz e Melo conversam na Embaixada /AP
BRASÍLIA – Ao contrário dos brasileiros moradores no Departamento de
Pando, 23 mil bolivianos que iniciaram em 2005 o processo para obtenção de
residência permanente no Brasil estão felizes. Segundo o cônsul Álvaro Araoz,
eles se beneficiaram com a Portaria nº 4.231, do Ministério da Justiça, que
lhes garante esse direito.
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